DIA DA EDUCAÇÃO
Por: Ana Glades de Melo Nogueira
Professora de Língua Portuguesa e Literatura
Dia 28 de abril comemora-se o Dia da Educação. Há o que se comemorar,
pois avanços importantes têm sido alcançados no decorrer dos anos, porém, muito
ainda tem que ser feito pela excelência na formação do brasileiro. A história da educação no Brasil começou
em 1549 com a chegada dos primeiros padres jesuítas. Movidos por intenso
sentimento religioso de propagação da fé cristã, durante mais de 200 anos, eles
foram praticamente os únicos educadores do Brasil. Só no começo do século XIX,
com a mudança da sede do Reino de Portugal e a vinda da família Real para o
Brasil-Colônia, a educação e a cultura tomaram um novo impulso, com o
surgimento de instituições culturais e científicas, de ensino técnico e dos
primeiros cursos superiores, como os de Medicina nos estados do Rio de Janeiro
e da Bahia. No início do século XX, devido ao panorama econômico-cultural e
político que se delineou após a Primeira Grande Guerra, o Brasil começou a
repensar a educação. Depois disso, surgiram grandes nomes que se tornaram
célebres na educação, como Anísio Teixeira e Paulo Freire.
Muito maior do que apenas uma palavra, o conceito de Educação é
extremamente amplo. Talvez inalcançável até! Porém, podemos nos concentrar em
apenas dois desses sentidos da Educação. Um certamente é aquela educação que
podemos insinuar natural, que vem de berço, da família e deveria estar sobrecarregada de todos os valores éticos
e morais, da consciência espontânea do respeito ao próximo e a tudo o que nos
cerca. O outro nos diz respeito
profissionalmente. É a educação pelas letras, pelo conhecimento, pelo
desenvolvimento intelectual que a escola nos proporciona, nos preparando como
cidadãos, com capacidade de raciocínio e discernimento.
Quando falamos letras nos referimos a todas as disciplinas e informações
que nos acompanham ao longo da jornada escolar e depois dela, com a arte de
sermos verdadeiramente humanos, diferenciados de outros seres viventes. E, como
representante de uma dessas parcelas de transmissão cultural e,
conseqüentemente, de formadores de cidadãos conscientes, sinto orgulho da
profissão que tenho e de poder homenagear a matéria-prima do meu trabalho: a
Educação.
Paracatu, abril de 2008.
Paracatu, abril de 2008.
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