LUCÍOLA...
Poema livremente inspirado no livro homônimo de José de Alencar
Paulo deseja Lúcia
Lúcia deseja Paulo
A versatilidade do
amor
A temática do amor
A problemática do amor
Amor divino
Amor supremo
Amor universal
Estando no Rio de
Janeiro
A cidade desperta
paixões
A sociedade, movida
pelo dinheiro
É a famosa ‘moral
burguesa’
O ‘homem’ é objeto da
sociedade
A sociedade ‘ejeta’ o
homem
O homem-cru
O homem-ingênuo
O homem-homem
Nesse clima tão
‘propenso’
Tão forte, tão intenso
Surge o Amor
Um amor que poderia
ser imortal
Como imortais se
tornaram ‘Romeu’ e ‘Julieta’
Mas ainda assim, Paulo
ama
E Lúcia também ama
Mas ele, ingênuo e
apaixonado
Não sabe o que Lúcia
faz para viver
No início, reluta,
foge
Mas entrega-se à
paixão
E amam-se como sempre
Doam-se como nunca
Ele conhece o mundo
Ela desconhece a si
mesma
As convenções, as
imposições
Impedem o amor entre a
cortesã e o plebeu
As mesmas convenções
As velhas convenções
As mesmas imposições
Impedem a vitória do
amor
Paulo e Lúcia
afastam-se
No ventre de Lúcia, o
fruto do ‘pecado’
Lúcia transforma-se
Regenera-se
Purifica-se
O BEM vence o MAL
Afastam-se
A vitória do Amor
Um Amor capaz de
sacrifícios
Capaz até de morrer
Para salvar a si mesmo
E morre junto com
Lúcia
Pura
Simples
Heroína
Morre sem final feliz
Morre para renascer
Para mostrar que o
Amor deve sobreviver
Às inconseqüências
Aos conflitos
E a si mesmo.
Paracatu, verão de 2003
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